Conteúdo revisado por Dra. Ana Thereza Marzola — CRM-SP 166221 | RQE 99360 · Atualizado em julho de 2026

Especialista em Doença Celíaca

A Doença Celíaca é uma condição autoimune crônica desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Afeta aproximadamente 1% da população mundial, mas estima-se que até 80% dos casos permaneçam sem diagnóstico devido à grande variedade de apresentações clínicas.

A Dra. Ana Thereza Marzola, gastroenterologista com especialização em Doenças Funcionais e Motilidade Digestiva pelo Hospital Israelita Albert Einstein, possui ampla experiência no diagnóstico e acompanhamento de pacientes celíacos, oferecendo um cuidado integral que vai além da simples exclusão do glúten da dieta.

O Que é a Doença Celíaca?

A doença celíaca é uma enteropatia autoimune onde a ingestão de glúten (proteína presente no trigo, centeio e cevada) desencadeia uma resposta imunológica que danifica as vilosidades do intestino delgado. Essa lesão compromete a absorção de nutrientes essenciais.

Diferente de uma simples intolerância alimentar, a doença celíaca envolve mecanismos autoimunes complexos e pode causar complicações graves se não tratada adequadamente, incluindo osteoporose, anemia severa, infertilidade e aumento do risco de linfoma intestinal.

Sintomas da Doença Celíaca

A doença celíaca pode se manifestar de diversas formas, o que dificulta o diagnóstico:

Forma Clássica (Gastrointestinal)

  • Diarreia crônica: Fezes volumosas, claras e fétidas (esteatorreia).
  • Distensão abdominal: Inchaço persistente, especialmente após refeições.
  • Dor abdominal: Cólicas e desconforto abdominal recorrente.
  • Perda de peso: Apesar de alimentação adequada.
  • Flatulência excessiva: Gases frequentes e desconfortáveis.

Forma Atípica (Extraintestinal)

  • Anemia ferropriva refratária: Que não responde à suplementação de ferro.
  • Osteoporose precoce: Perda óssea antes do esperado para a idade.
  • Aftas recorrentes: Úlceras orais de repetição.
  • Fadiga crônica: Cansaço inexplicável e persistente.
  • Dermatite herpetiforme: Lesões cutâneas pruriginosas características.
  • Alterações neurológicas: Neuropatia periférica, ataxia, enxaqueca.
  • Problemas reprodutivos: Infertilidade, abortos de repetição, menarca tardia.
  • Alterações do esmalte dentário: Hipoplasia do esmalte.

Forma Silenciosa

Alguns pacientes não apresentam sintomas evidentes, sendo diagnosticados apenas em rastreamento familiar ou exames de rotina. Mesmo assintomáticos, sofrem danos intestinais e necessitam de tratamento.

Diagnóstico Especializado

O diagnóstico da doença celíaca requer uma abordagem sistemática e deve ser realizado antes de iniciar dieta sem glúten. A Dra. Ana Thereza segue os protocolos mais atualizados:

1. Exames Sorológicos

A triagem inicial inclui dosagem de anticorpos específicos:

  • Anti-transglutaminase tecidual IgA (anti-tTG IgA): Exame de primeira escolha, com sensibilidade superior a 95%.
  • IgA total sérica: Para excluir deficiência de IgA (presente em 2-3% dos celíacos).
  • Anti-endomísio (EMA): Alta especificidade, usado para confirmação.
  • Anti-gliadina deaminada (DGP): Útil em crianças menores de 2 anos e em deficientes de IgA.

2. Biópsia Duodenal

O padrão-ouro para confirmação diagnóstica permanece sendo a biópsia de duodeno durante endoscopia digestiva alta. São coletados múltiplos fragmentos (pelo menos 4-6) do bulbo e segunda porção duodenal.

A classificação de Marsh-Oberhuber gradua as alterações histológicas, sendo a atrofia vilositária (Marsh 3) o achado característico da doença celíaca.

3. Teste Genético (HLA-DQ2/DQ8)

A pesquisa dos genes HLA-DQ2 e HLA-DQ8 é útil principalmente para exclusão do diagnóstico em casos duvidosos. Aproximadamente 95% dos celíacos possuem HLA-DQ2 e os demais HLA-DQ8. A ausência de ambos praticamente exclui a doença.

Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da doença celíaca é essencialmente dietético, mas requer acompanhamento especializado contínuo:

Dieta Isenta de Glúten (DIG)

A exclusão rigorosa e permanente do glúten da alimentação é o único tratamento eficaz. Isso inclui eliminar trigo, centeio, cevada e seus derivados. A Dra. Ana Thereza orienta sobre a dieta e pode encaminhar para acompanhamento nutricional especializado.

  • Atenção à contaminação cruzada em restaurantes e cozinhas compartilhadas.
  • Leitura atenta de rótulos de alimentos industrializados.
  • Cuidado com medicamentos e cosméticos que podem conter glúten.

Monitoramento Regular

  • Anticorpos: Anti-tTG IgA para avaliar adesão à dieta (devem negativar em 6-12 meses).
  • Nutrientes: Ferro, ferritina, vitamina B12, ácido fólico, vitamina D, cálcio.
  • Densitometria óssea: Rastreamento de osteoporose.
  • Função tireoidiana: Associação frequente com tireoidite de Hashimoto.

Rastreamento Familiar

Parentes de primeiro grau têm risco de 10-15% de desenvolver a doença. A Dra. Ana Thereza orienta sobre a necessidade de investigação familiar, mesmo em indivíduos assintomáticos.

Complicações da Doença Não Tratada

  • Desnutrição: Deficiência de múltiplos nutrientes.
  • Osteoporose: Risco aumentado de fraturas.
  • Anemia severa: Por deficiência de ferro, B12 e folato.
  • Infertilidade: Em homens e mulheres.
  • Doenças autoimunes associadas: Diabetes tipo 1, tireoidite, hepatite autoimune.
  • Linfoma intestinal: Risco aumentado se não tratada.
  • Doença celíaca refratária: Não responde à dieta sem glúten.

Por Que Escolher a Dra. Ana Thereza Marzola?

  • Formação especializada: Especialização em Doenças Funcionais pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Abordagem integral: Tratamento que considera aspectos clínicos, nutricionais e emocionais.
  • Acompanhamento longitudinal: Seguimento de longo prazo para prevenção de complicações.
  • Atualização constante: Protocolos baseados nas mais recentes evidências científicas.
  • Localização conveniente: Consultório na Clínica CEMTRO, em ponto central de Araguaína, de fácil acesso.

Local de Atendimento em Araguaína

Clínica CEMTRO

Av. Tocantins, n° 1333 - Centro, Araguaína - TO, 77803-120, Brasil. Localização central, de fácil acesso a partir dos bairros de Araguaína e para quem chega pela BR-153. Telefone do consultório: (63) 3414-7000.

O atendimento alcança também as cidades da região Norte do Tocantins, com retornos por consulta online para quem mora mais distante.

Perguntas frequentes

Doença celíaca tem cura?

Não. A doença celíaca é uma condição autoimune crônica sem cura conhecida. O controle da doença é obtido com a exclusão rigorosa e permanente do glúten da dieta, o que permite a recuperação das vilosidades intestinais e o alívio dos sintomas.

Quais são os principais sintomas da doença celíaca?

Os sintomas variam bastante: podem incluir diarreia crônica, distensão abdominal, dor abdominal e perda de peso (forma clássica), além de anemia refratária, osteoporose precoce, fadiga crônica e outras manifestações extraintestinais. Alguns pacientes não apresentam sintomas evidentes.

Qual exame confirma o diagnóstico de doença celíaca?

A triagem inicial é feita por exames sorológicos, como o anti-transglutaminase tecidual IgA. O padrão-ouro para confirmação diagnóstica é a biópsia duodenal realizada durante endoscopia digestiva alta.

Como agendar consulta com a Dra. Ana Thereza?

É possível agendar consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola pelo WhatsApp (11) 91664-4785 para diagnóstico e acompanhamento da doença celíaca.

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O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença celíaca são fundamentais para prevenir complicações e garantir qualidade de vida. Agende sua consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola.

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