Conteúdo revisado por Dra. Ana Thereza Marzola — CRM-SP 166221 | RQE 99360 · Atualizado em julho de 2026

O que é a Doença de Crohn?

A Doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, desde a boca até o ânus, embora o íleo terminal (porção final do intestino delgado) e o cólon sejam as localizações mais frequentes. A inflamação é transmural, ou seja, atinge todas as camadas da parede intestinal.

A Dra. Ana Thereza Marzola, gastroenterologista e membro do GEDIIB, oferece atendimento especializado para pacientes com Doença de Crohn, com foco em tratamento individualizado e acompanhamento de longo prazo.

Padrões de Apresentação

A Doença de Crohn pode se manifestar de diferentes formas:

Por Localização

  • Ileocolite: Afeta íleo e cólon (mais comum, ~50% dos casos).
  • Ileíte: Apenas íleo terminal (~30% dos casos).
  • Colite de Crohn: Apenas cólon (~20% dos casos).
  • Doença gastroduodenal: Estômago e duodeno (rara).
  • Jejunoileíte: Intestino delgado proximal (rara).

Por Comportamento

  • Inflamatório: Sem complicações estruturais.
  • Estenosante: Com estreitamentos que podem causar obstrução.
  • Penetrante/Fistulizante: Com fístulas e/ou abscessos.

Doença Perianal

Até 30% dos pacientes desenvolvem manifestações perianais: fístulas, abscessos, fissuras e skin tags. Pode preceder os sintomas intestinais.

Sintomas da Doença de Crohn

Os sintomas variam conforme a localização e comportamento da doença:

  • Dor abdominal: Geralmente em cólica, frequentemente no quadrante inferior direito.
  • Diarreia crônica: Pode ou não conter sangue.
  • Perda de peso: Por má absorção e redução da ingesta.
  • Fadiga: Frequente e impactante na qualidade de vida.
  • Febre: Especialmente em atividade ou complicações.
  • Sintomas obstrutivos: Náuseas, vômitos, distensão em casos de estenose.
  • Massa abdominal: Palpável em alguns casos.
  • Manifestações perianais: Dor, secreção, nódulos perianais.

Diagnóstico

O diagnóstico da Doença de Crohn requer avaliação completa:

  • Ileocolonoscopia com biópsias: Exame fundamental, permite visualização direta e confirmação histológica.
  • Endoscopia digestiva alta: Para avaliar envolvimento gastroduodenal.
  • Entero-ressonância/enterotomografia: Avalia intestino delgado e complicações (estenoses, fístulas).
  • Cápsula endoscópica: Em casos selecionados de suspeita de Crohn de delgado.
  • Exames laboratoriais: Hemograma, PCR, calprotectina fecal, albumina, ferro, B12.
  • Ressonância perianal: Se houver doença perianal.

Tratamento

O tratamento é individualizado conforme gravidade, localização e comportamento:

Medicamentos

  • Aminossalicilatos: Mesalazina, útil em casos leves a moderados de colite.
  • Corticosteroides: Prednisona, budesonida para indução de remissão em crises.
  • Imunomoduladores: Azatioprina, metotrexato para manutenção de remissão.
  • Biológicos anti-TNF: Infliximabe, adalimumabe para casos moderados a graves.
  • Biológicos anti-integrinas: Vedolizumabe para casos refratários ou específicos.
  • Biológicos anti-IL: Ustecinumabe, outra opção para casos complexos.
  • Pequenas moléculas: Upadacitinibe, nova classe terapêutica.

Cirurgia

Até 50% dos pacientes necessitam de cirurgia ao longo da vida. Indicações incluem:

  • Estenoses obstrutivas não responsivas a tratamento clínico
  • Fístulas ou abscessos que não respondem a medicamentos
  • Displasia ou câncer
  • Doença refratária a tratamento clínico otimizado

Suporte Nutricional

Nutrição enteral exclusiva pode induzir remissão, especialmente em crianças. Correção de deficiências nutricionais é essencial.

Objetivos do Tratamento Moderno

A abordagem atual visa alvos mais ambiciosos do que apenas controle de sintomas:

  • Remissão clínica: Controle dos sintomas.
  • Remissão endoscópica: Cicatrização da mucosa documentada por exames.
  • Normalização de biomarcadores: PCR e calprotectina fecal normais.
  • Prevenção de progressão: Evitar complicações estruturais.
  • Qualidade de vida: Restauração das atividades normais.

Perguntas frequentes

Doença de Crohn tem cura?

Não. A Doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica sem cura. O tratamento busca a remissão da doença (controle dos sintomas, cicatrização da mucosa e normalização de biomarcadores), com acompanhamento especializado de longo prazo.

Quais são os principais sintomas da Doença de Crohn?

Os sintomas mais comuns incluem dor abdominal em cólica, diarreia crônica (que pode ou não conter sangue), perda de peso, fadiga e febre. Em casos de estenose podem ocorrer sintomas obstrutivos, e até 30% dos pacientes apresentam manifestações perianais.

Qual exame confirma o diagnóstico de Doença de Crohn?

A ileocolonoscopia com biópsias é o exame fundamental, pois permite visualização direta e confirmação histológica. A avaliação pode ser complementada por entero-ressonância, exames laboratoriais e, em casos selecionados, cápsula endoscópica.

Como agendar consulta com a Dra. Ana Thereza?

É possível agendar consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola pelo WhatsApp (11) 91664-4785 para avaliação e tratamento especializado da Doença de Crohn.

Tratamento Especializado para Doença de Crohn

A Doença de Crohn requer acompanhamento especializado para otimização do tratamento. Agende sua consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola.

Agendar pelo WhatsApp